terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Dos olhos ao coração



Não são só meus olhos que choram, minha alma padece também.
Improvável letrar a dor.
Tudo explica mas nada aceita, você jamais irá aceitar a dor sem ao menos sofrer um pouco.
Em maioria a dor vem em solidão, outros não podem provar.
Das vezes em que a dor vem acompanhada de decepção o vazio se propaga, prolonga ainda mais .
O amor é traiçoeiro em todas as suas formas, o amor não, as pessoas, eu desacreditei nesse sentimento desde que me tornei parte dessa farsa maior, farsa em união.
Somos dotados de tamanha hipocrísia que dor é o mínimo que merecemos, como abençoar tanto egocentrismo, todos os ninguéns que vão e que vem, que acreditam com veemencia que são melhores que grande parte da plebe.
Impossível desejar paz, merecemos guerra, somos alimentados pela dor.
Dos que vivem aqui somos os piores, este planeta é bom demais para todos nós. Se somos incapazes de respeitar os alguéns, como seríamos capazes de respeitar nossa casa.
O poeta disse que o amor é ferida que dói e não se sente justamente por todos esses atributos desfavoráveis que promovemos ao longo dos anos.
Porque o “amor” dói, causa feridas sentidas por um só, que na maioria das vezes são forçadas a sanidade. Daí se levantam e começam a ferir, auto defesa, Froid explicaria se participace desse texto desconexo.
Não existe amor, existe o que é meu e pronto, não ouse tocar, usar, e achar que tá tudo certo, e fim de papo.


1 comentários:

Bruna disse...

Dricota, querida! Há tempos não vinha aqui no seu blog e fiquei feliz em voltar! Compartilho tanto do que você disse nesse texto! É a vida é cruel e nos ensina da pior maneira. Como diria uma amiga, a gente aprende que dói, mas no final das contas somos maiores que isso e descobrimos que somos mais fortes do que imaginavamos. O Ruim é que tanta dor mata um pouco de nós aqui dentro e provocam mudanças... umas boas, outras nem tanto!

Criei um blog novo! Linkar-te-ei la!

beijo grande!